Minha vontade de escrever transcende o estado delucidez de qualquer realidade já distinta por qualquer consciência compulsiva e
impulsiva, de maneira que além de mim, ocorre tal.Terceirizando, as pessoas que me conhecem não me ocorrem de maneira que se iguale a tal imaginação – a quão terceirizada – sobre minha pessoa, logo, me esquecem. As pessoas que não me ocorrem me imaginam na superficialidade, logo, criam algo além do aspecto psicofísico. Pretendo ou valorizo mais o segundo tipo, já que a certeza é inimiga da evolução e torna-se um paradigma de lucidez constante, de maneira
estagnada, transformando qualquer texto e opinião paradoxal, porém humana e realista, ou não, mas ainda humana.
Se ao necessitarmos de incertezas, absurdos e proezas, qual seria o verdadeiro aspecto do diferente? Sim, o termo que se difere, mas não o termo no sentido pragmático e defensivo, poético ou cauteloso, onde todos no sentido instintivo se resolvem em algum aspecto da vida em si, Ser de tal maneira?
É como se um espaço resolvesse ser, cotidianamente, espaço e, significantemente, o mesmo espaço?
Ou... Há quantas maneiras de se interpretar a vida, já que ela não foge...
É inevitável, da mesma maneira que a imaginação a é!
Como se espaço e meditação, silencio e prazer, olhares e toques, palavras e gestos fossem manifestados por um, e somente, aspecto...
Vida? Fome? Sede? Céu? Lua?
Certezas e probabilidades que se aproximam de um contexto que, quase sem texto, se manifestam com a mais sutil das qualidades: somente Ser.
Mudos mundos para ser a 'constante mutabilidade'?
Para que serve o teor da literatura e de toda a imaginação, da compreensão e de tudo o que é vivo, se não sabemos ou não conseguimos escrever sem neologismos?
Tanto faz!