
Agora: ouvir as músicas mais lindas, deitar na mais doce madeira da mais bela árvore, ler as mais belas e ocultas palavras que já foram escritas.
Voar até... Ser a música.
Ser o vento, ser...
Ser o vôo que do vento vai até o vento que sobre-sobe-sai...
E chega até grades de metais de um céu cinza exposto num quadro paralelo ao quadro paralelo a mim, pintado de cinza e colorido de vontade de estar, ao ar, assim aí...
Aqui, no mesmo ar assim aí...
Aqui, no mesmo ar - lugar e não sufocar.
Onde iremos parar? Já houve tantas primaveras...
Onde está o mar?
Ao luar agora, a remar em valsa-mar de velas.
Amo tudo o que me és.
Não haverá insanidade no tempo que me levará a uma pobre guerra.
Estou no meio dela e, vencendo, estou a despertar e alterar fúrias e ódios in locus, e no amor estás também a guerra dos demônios?
Amélie Poulain e sua vermelha máscara de tomates verdes fritos a soprar contra cabanas de porcos, cheios de suas pérolas ultrapassadas...
João e Maria, asas assadas passadas em alas, salas que ao contrário, dizem serem as mesmas salas...
Re-inventar a arte e não saber dela é tão contagiante como a falta de ambição de um animal em procurar não saber o que pensar ou o que pensou.
Fez-me crer que sou um animal criador e, também sem ambições, o sou...
Ficaria louca de vez! E o que seria de mim sem degustar também os figos do Jazz?
Eu re-inventei o figo! Dei-lhe uma função musical...
Ou você acha que nunca comeram John Coltrane?
