
Medo, medo desmontado de uma felicidade encarcerada que, de minutos a segundos, se transforma em eternidade.
Metamorfose desigual, mutável como a água, me molha e se inunda da ausência de lágrimas e me adapta a compreensão e a aceitação do inevitável outrem.
Lingüística, línguas e silêncios que transparecem toda a clareza e a incerteza do tempo, ilumina minha dor como um clichê ativo e sem cor.
Anima e desanima as fogueiras e lamparinas, me guarda e me iguala na sede deste som, deste tom, deste ‘om’.
Folha calma que debruça sobre o ar, na tentativa de embarcar e navegar no universo de si mesma, me traga a clareza de um dia de flor intensa, no paraíso destemido de qualquer cor.
Moro em qualquer ambiente e necessito da liberdade da ave, de sua visão e de sua potencia sobre o ar, mas moro, a cada dia em uma ave, na qual sou eu quem sempre busca o lugar.
Paro nas montanhas e nos moinhos a procura de alimento para alimentar, pois Sou eu,
a vida e a vida, e tenho todo o local para lhe guardar...
Gozar a eternidade deste tempo fugaz?
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