sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O Figo.


Agora: ouvir as músicas mais lindas, deitar na mais doce madeira da mais bela árvore, ler as mais belas e ocultas palavras que já foram escritas.

Voar até... Ser a música.

Ser o vento, ser...

Ser o vôo que do vento vai até o vento que sobre-sobe-sai...

E chega até grades de metais de um céu cinza exposto num quadro paralelo ao quadro paralelo a mim, pintado de cinza e colorido de vontade de estar, ao ar, assim aí...

Aqui, no mesmo ar assim aí...

Aqui, no mesmo ar - lugar e não sufocar.

Onde iremos parar? Já houve tantas primaveras...

Onde está o mar?

Ao luar agora, a remar em valsa-mar de velas.

Amo tudo o que me és.

Não haverá insanidade no tempo que me levará a uma pobre guerra.

Estou no meio dela e, vencendo, estou a despertar e alterar fúrias e ódios in locus, e no amor estás também a guerra dos demônios?

Amélie Poulain e sua vermelha máscara de tomates verdes fritos a soprar contra cabanas de porcos, cheios de suas pérolas ultrapassadas...

João e Maria, asas assadas passadas em alas, salas que ao contrário, dizem serem as mesmas salas...

Re-inventar a arte e não saber dela é tão contagiante como a falta de ambição de um animal em procurar não saber o que pensar ou o que pensou.

Fez-me crer que sou um animal criador e, também sem ambições, o sou...

Ficaria louca de vez! E o que seria de mim sem degustar também os figos do Jazz?

Eu re-inventei o figo! Dei-lhe uma função musical...

Ou você acha que nunca comeram John Coltrane?

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