quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Homenagem a Roberto Piva.


Ensina Roberto Piva que "a poesia é a mais fascinante orgia ao alcance do homem e que Freud explicava que ela liberta as nossas tensões psíquicas", em: http://simaopessoa.blogspot.com/2007/01/poesia-xamnica-do-beatnik-surrealista.html




E dizia a Lua que o Blues era feito por negros e conjugues ao renascer do deserto da loucura à procura do sentido da escuridão. Mas é o sentido daquela escuridão pura que só é encontrada no caminho de toda a luz, que ilumina cada dor e cada som emanado atinge seu principio do bem e do estar do próprio tom.
E dizia aquela folha ao receber a saliva do céu que se encaminhava para a terra, que se sentia aquecida pelo calor das ruas e que refletia o próprio sol das mulheres nuas.
Diziam as raízes daquela mesma flor fertilizada e escurecia, que essa flor que ‘florentava’ e que 'ia e vinha', passava sua vida acomodada no mesmo luar de dor e de calma.
Aquele brilho enluarado que suportava a lucidez do fogo, fez o Blues se concretizar e se publicar nas vias do suor e do choro.
O choro que cantarolava tomava bares, balcões e todos os demais tombos e, mesmo sem dizer sobre o Amor, ele se escondeu durante a vida e na pele de quem o sentiu e não reagiu.
A dor sem esperar suplicou às pedras um avatar, deitou-se então no ar e soou o amor que nunca mais se calou.
O silencio que, então, havia neste ar, tomou posse dos olhares e se pôs a reclamar e a cantar...

E a berrar...

A berrar

A errar

Ao a o a o a o ar

Assoprar

As s ooo o o ooo oo o o o o o o p r a r


O A m o r d a D o r

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