Há tempos que o tempo não a via e não a sentia. 
Há tempos que cada ponto final não possuía um fim. Cansada de sua memória ‘desgadeiada’, cheia de promessas nada raras, de caminhos sem trilhos, odores sem cheiros...
Desejo da arte em sinestesia branda de um peito submerso...
De respeito?
Nada escreve o desapego, as palavras mentem na mente. Mas eu não ligo, dei-me sua arte e seu absurdo em doses de absinto puro, sinto...
Puro sentido?
Ah, e os sentidos... Ora vem e vão à contramão.
Não dizes não e nem afirmais a plenitude da vontade da manifestação da arte.
Arte submersa, densa e sem mais vírgulas.
Contração e descontração de orações em linhas tortas de primavera, ao som de Clapton que desmaterializa qualquer intenção de solidão e riso nas esquinas.
A Beto Brant e Sérgio Sant'anna, Philippe Caland e Jennifer Chambers Lynch , pelos membros desonestos encarcerados de desafetos; aos futuros fetos ("et benedictus fructus ventris tui Jesus") e a todos os sexos que não foram imaginados, imaculados: a minha anti-arte, a microbiologia das células cancerígenas a procura de qualquer vida na procriação do caos casual que habitam os genes abençoados pela fúria dos d(eus)es etílicos e artísticos ("et ne nos indúcas in tentatiónem, sed líbera nos a malo"), minha ausência de realização, minha controvérsia de versos e afetos, toda minha lúdica ilusão de renascer sem ser temida e mimetizada pelo silencio alheio.
Sem pontos finais, sem vírgulas, sem parágrafos e questões...
Sou o que sou... Livre de pressões e presa em aversões.
"Sicut erat in princípio et nunc et semper et in saecula saeculórum."
Amen.