Acabei de fazer um trabalho para uma disciplina chamada "Psicologia do Desenvolvimento", onde teria que concluir de maneira cientifica, como todo fim de trabalho, uma mera conclusão sobre o seguinte tema: " A importancia do brincar do desenvolvimento humano" e, assim, gostaria de compartilhar a minha conclusão com vocês. Segue...
Como profissionais de psicologia e não de pedagogia, referente aos artigos aqui propostos e lidos, percebemos sim a importância do ato de brincar do desenvolvimento da personalidade e do individuo como um todo. Porém, não houve críticas a respeito do desenvolvimento de indivíduos que passaram a sua infância trabalhando ou sendo cuidados por outras pessoas que não eram de sua família de origem, mesmo de modo precário – exceto o alto índice de mortalidade -, pois não foi citado nenhum caso que demonstre ou aponte uma má formação da personalidade, tanto quando cognitiva ou física.
Atualmente, ainda vemos crianças que trabalham e, estas, não possuem grau de aprendizado menor do que crianças que estão em escolas e, tampouco, percebemos de maneira infeliz, crianças em escolas que não possuem nenhum tipo de higiene e educação - mesmo tendo educadores formados e cientes dos progressos educacionais no Brasil e cientes de noções de cuidados básicos de higiene e educação -, as quais possuem características negativas potentes (como a violência, por exemplo), mais do que as crianças que estão em ensino particular, como também, não significa que crianças que possuem um nível educacional particular e ‘descente’ perante a sociedade e família, não possuam baixa cognição e passividade adequada.
O ambiente correto, educadores responsáveis e contexto dirigido e organizado para as crianças se desenvolverem são, sim, aspectos mais que importantes para o desenvolvimento do individuo em todos os aspectos, porém isso não significa o sucesso do mesmo, pois há casos em que a simples força de vontade e o livre arbítrio pulsam mais forte em certas pessoas e, mesmo não sendo alfabetizadas ou ‘educadas’, se superam e superam qualquer personalidade alfabetizada, surpreendendo a si mesmo e a todos.
Como abordar, então, casos de crianças em outros países que nunca tiveram contato com sociedade alguma, que foram abandonadas em selvas?
Casos marcantes como o alemão Kaspar Hauser (1812- 1833), filme dirigido por Werner Herzog em 1974, ou de “O Garoto Selvagem de Alveryon” (séc. XVIII), filme dirigido pelo francês François Truffaut, em 1970; ou, o caso de “Nell”, dirigido por Michael Apted, em 1994.
O que estas obras cinematográficas possuem em comum em relação à importância do desenvolvimento motor e cognitivo do individuo? Tudo. Pois nos três casos o desenvolvimento do individuo foi anulado, mas em termos: o fato de não possuir contato com a sociedade não limitou completamente suas habilidades motoras e cognitivas, contudo, todos eles mal ou não sabiam nada sobre o ato de brincar e sobre outras pessoas. Porém, estudos foram realizados com estes casos e todos eles se mostraram competentes em relação ao aprendizado, porém seu desejo de voltar à ‘vida selvagem’ sempre soou mais forte do que se adaptar à vida em sociedade, mas não por isso que não se desenvolveram, pois se desenvolveram da maneira mais perfeita para eles sobreviverem no meio e no ambiente em que viviam e isso era suficiente, exceto Kaspar Hauser, que era tratado com um humano em um quarto fechado e depois abandonado em praça pública sozinho.
Os fatos acima foram citados para relevar a capacidade de adaptação e sobrevivência que o ser humano possui, não deixando esquecer, em via teórica, as idéias de Charles Robert Darwin (1809-1882) e outros teóricos darwinistas e neo-darwinistas, que enfocam o desenvolvimento humano com ênfase puramente biológica, proporcionando ao seu próprio corpo e ao ambiente a tarefa de aprender e de selecionar as capacidades para o aprendizado e a sobrevivência e, por mais que nenhum dos autores dos artigos aqui propostos para realizar este trabalho tenha citado de forma explicita e concreta tais teóricos das ciências naturais, é necessário citá-los e ressaltar que a sociedade e a educação que ela gera, tal como seus costumes morais como um todo e com o individuo em si, não são completamente responsáveis pelo desenvolvimento da personalidade, tendo diferentes personalidades manifestadas em diferentes ambientes, com a presença ou não do outro, se é que podemos chamar de personalidade os três casos citados em especial, já que o mundo que os cercava não possuía a idéia invicta de personalidade.
Logo, as brincadeiras, a educação, a cultura e tudo o que compõe uma sociedade, como também a maneira de como as aprendemos e as transformamos e onde vivemos e nos desenvolvemos, não são verdades absolutas, mas sim, conseqüências de uma única série histórica e de uma mera coincidência cultural e puramente Ocidental - quase uma ‘bola-de-neve’ - chamada Ciência, a qual possui a pretensão de colocar em suas mãos o mundo de forma absoluta e intelectual, para não usar o termo degradante e infeliz ‘academicista’ de cunho cartesiano, onde o que não funcionar não possui valor para ‘este pequenino mundinho de ciencia” (a não ser para estudos específicos que se notam na mídia e gera milhões para laboratórios e pesquisadores), inclusive o funcionamento diferenciado dos seres humanos.
Logo, por quais razões eu descreveria, de maneira que conclua este trabalho, sobre a importância do brincar no desenvolvimento humano, se há crianças neste exato momento e neste exato Brasil, se prostituindo em troca de quatro reais para poder se alimentar e, sabendo que há tantos profissionais da área da educação, profissionais da saúde, assistentes sociais e tudo o mais que a nossa linda ciência gerou para auxiliar num mundo melhor (ilusoriamente), estão com seus salários, gastando-os em seus restaurantes prediletos, sendo estes uma pequena parcela da população que sabem o que é um método anticoncepcional, o que é ‘camisinha’ e sabe-se lá o índice de quem já abusou de crianças, sendo prostituição ou pedofilia. Porém, tenho certeza de que todos estes sabem o que é prostituição e a degustação continua sendo a melhor opção no restaurante.
Quais as razões de um estudante de psicologia concluir um trabalho deste? Para ganhar ‘pontos’ no currículo e passar o semestre? Seriamos muito hipócritas.
Há crianças passando fome, há crianças sendo violentadas, há crianças levadas pelas próprias mães para se prostituirem e o que estamos fazendo? Escrevendo isso tudo para ser uma boa aluna, trancada num quarto à base de café há horas, sabendo que o país pára para assistir o jogo da Copa na África (perceba a ironia – em um dos países mais pobres do mundo!) e nada faz para proteger essas crianças. Para que servem estas instituições citadas em São Paulo e Rio de Janeiro de “Proteção a Infancia”, supondo que o país se limita a esses estados, como a ciência se limita em seus interesses e o academicismo é mais um produto conservador e ilusório da sociedade, de interesse e de negócios – quase uma religião – com suas normas e técnicas obrigatórias e com toda sua burocracia.
Claro que o lúdico é necessário para o desenvolvimento da criança, mas não seremos demasiadamente hipócritas e concluir este trabalho, para o adulto também é, principalmente para artistas.
Helen Bee? Quem é Hellen Bee? Hellen Bee é uma norte-americanizada que quer fazer ciência no Brasil, realizando suas pesquisas de primeiro mundo, no primeiro mundo, e nós estudantes brasileiros temos que ler Hellen Bee? Por acaso ela já foi nas comunidades mais precárias do Brasil? Da África? No nordeste? do RJ? Quem é essa tal de Hellen Bee pensa que é? Vamos ver o que Hellen Bee é:
.........
“Helen Bee
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Helen Bee (1939) é uma psicóloga estadunidense, autora de vários livros sobre desenvolvimento humano.
[editar] Biografia
Nascida em 1939, é uma das duas filhas de Austin Bee. Bacharelou-se pelo Radcliffe College em 1960 (magna cum laude) e seu Ph.D. pela Stanford em 1964, sob a orientação de Robert Sears e Eleanor Maccoby.
Após dois anos como professora assistente na Clark University, em Worcester, MA, Dr. Bee foi para a Universidade de Washington, onde lecionou por 7 anos, recebendoseu título durante esse período. Após deixar a universidade, ela se tornou escritora em tempo integral.
Mundialmente conhecida por seu livro "The Developing Child", com nove edições. Seu livro preferido, entretanto, é "The Journey of Adulthood", que inclui pela primeira vez em textos do gênero um capítulo sobre desenvolvimento espiritual.
Bee vive atualmente em Orcas Island, em Washington. Ela é casada desde 1991 com Carl R. de Boor, um professor da University of Wisconsin-Madison. Foi casada com George Douglas e teve dois filhos desse casamento, Rex e Arwen.
Aposentada, é voluntária em inúmeras organizações sem fins lucrativos na ilha Orcas.”
.........
O quê? Agradabilíssima a Hellen Bee. Espero que ela adicione mais textos sobre o desenvolvimento espiritual em seus escritos (estes do tipo estadunidenses?), enquanto mora na ilha Orcas.
Fim.
Como profissionais de psicologia e não de pedagogia, referente aos artigos aqui propostos e lidos, percebemos sim a importância do ato de brincar do desenvolvimento da personalidade e do individuo como um todo. Porém, não houve críticas a respeito do desenvolvimento de indivíduos que passaram a sua infância trabalhando ou sendo cuidados por outras pessoas que não eram de sua família de origem, mesmo de modo precário – exceto o alto índice de mortalidade -, pois não foi citado nenhum caso que demonstre ou aponte uma má formação da personalidade, tanto quando cognitiva ou física.
Atualmente, ainda vemos crianças que trabalham e, estas, não possuem grau de aprendizado menor do que crianças que estão em escolas e, tampouco, percebemos de maneira infeliz, crianças em escolas que não possuem nenhum tipo de higiene e educação - mesmo tendo educadores formados e cientes dos progressos educacionais no Brasil e cientes de noções de cuidados básicos de higiene e educação -, as quais possuem características negativas potentes (como a violência, por exemplo), mais do que as crianças que estão em ensino particular, como também, não significa que crianças que possuem um nível educacional particular e ‘descente’ perante a sociedade e família, não possuam baixa cognição e passividade adequada.
O ambiente correto, educadores responsáveis e contexto dirigido e organizado para as crianças se desenvolverem são, sim, aspectos mais que importantes para o desenvolvimento do individuo em todos os aspectos, porém isso não significa o sucesso do mesmo, pois há casos em que a simples força de vontade e o livre arbítrio pulsam mais forte em certas pessoas e, mesmo não sendo alfabetizadas ou ‘educadas’, se superam e superam qualquer personalidade alfabetizada, surpreendendo a si mesmo e a todos.
Como abordar, então, casos de crianças em outros países que nunca tiveram contato com sociedade alguma, que foram abandonadas em selvas?
Casos marcantes como o alemão Kaspar Hauser (1812- 1833), filme dirigido por Werner Herzog em 1974, ou de “O Garoto Selvagem de Alveryon” (séc. XVIII), filme dirigido pelo francês François Truffaut, em 1970; ou, o caso de “Nell”, dirigido por Michael Apted, em 1994.
O que estas obras cinematográficas possuem em comum em relação à importância do desenvolvimento motor e cognitivo do individuo? Tudo. Pois nos três casos o desenvolvimento do individuo foi anulado, mas em termos: o fato de não possuir contato com a sociedade não limitou completamente suas habilidades motoras e cognitivas, contudo, todos eles mal ou não sabiam nada sobre o ato de brincar e sobre outras pessoas. Porém, estudos foram realizados com estes casos e todos eles se mostraram competentes em relação ao aprendizado, porém seu desejo de voltar à ‘vida selvagem’ sempre soou mais forte do que se adaptar à vida em sociedade, mas não por isso que não se desenvolveram, pois se desenvolveram da maneira mais perfeita para eles sobreviverem no meio e no ambiente em que viviam e isso era suficiente, exceto Kaspar Hauser, que era tratado com um humano em um quarto fechado e depois abandonado em praça pública sozinho.
Os fatos acima foram citados para relevar a capacidade de adaptação e sobrevivência que o ser humano possui, não deixando esquecer, em via teórica, as idéias de Charles Robert Darwin (1809-1882) e outros teóricos darwinistas e neo-darwinistas, que enfocam o desenvolvimento humano com ênfase puramente biológica, proporcionando ao seu próprio corpo e ao ambiente a tarefa de aprender e de selecionar as capacidades para o aprendizado e a sobrevivência e, por mais que nenhum dos autores dos artigos aqui propostos para realizar este trabalho tenha citado de forma explicita e concreta tais teóricos das ciências naturais, é necessário citá-los e ressaltar que a sociedade e a educação que ela gera, tal como seus costumes morais como um todo e com o individuo em si, não são completamente responsáveis pelo desenvolvimento da personalidade, tendo diferentes personalidades manifestadas em diferentes ambientes, com a presença ou não do outro, se é que podemos chamar de personalidade os três casos citados em especial, já que o mundo que os cercava não possuía a idéia invicta de personalidade.
Logo, as brincadeiras, a educação, a cultura e tudo o que compõe uma sociedade, como também a maneira de como as aprendemos e as transformamos e onde vivemos e nos desenvolvemos, não são verdades absolutas, mas sim, conseqüências de uma única série histórica e de uma mera coincidência cultural e puramente Ocidental - quase uma ‘bola-de-neve’ - chamada Ciência, a qual possui a pretensão de colocar em suas mãos o mundo de forma absoluta e intelectual, para não usar o termo degradante e infeliz ‘academicista’ de cunho cartesiano, onde o que não funcionar não possui valor para ‘este pequenino mundinho de ciencia” (a não ser para estudos específicos que se notam na mídia e gera milhões para laboratórios e pesquisadores), inclusive o funcionamento diferenciado dos seres humanos.
Logo, por quais razões eu descreveria, de maneira que conclua este trabalho, sobre a importância do brincar no desenvolvimento humano, se há crianças neste exato momento e neste exato Brasil, se prostituindo em troca de quatro reais para poder se alimentar e, sabendo que há tantos profissionais da área da educação, profissionais da saúde, assistentes sociais e tudo o mais que a nossa linda ciência gerou para auxiliar num mundo melhor (ilusoriamente), estão com seus salários, gastando-os em seus restaurantes prediletos, sendo estes uma pequena parcela da população que sabem o que é um método anticoncepcional, o que é ‘camisinha’ e sabe-se lá o índice de quem já abusou de crianças, sendo prostituição ou pedofilia. Porém, tenho certeza de que todos estes sabem o que é prostituição e a degustação continua sendo a melhor opção no restaurante.
Quais as razões de um estudante de psicologia concluir um trabalho deste? Para ganhar ‘pontos’ no currículo e passar o semestre? Seriamos muito hipócritas.
Há crianças passando fome, há crianças sendo violentadas, há crianças levadas pelas próprias mães para se prostituirem e o que estamos fazendo? Escrevendo isso tudo para ser uma boa aluna, trancada num quarto à base de café há horas, sabendo que o país pára para assistir o jogo da Copa na África (perceba a ironia – em um dos países mais pobres do mundo!) e nada faz para proteger essas crianças. Para que servem estas instituições citadas em São Paulo e Rio de Janeiro de “Proteção a Infancia”, supondo que o país se limita a esses estados, como a ciência se limita em seus interesses e o academicismo é mais um produto conservador e ilusório da sociedade, de interesse e de negócios – quase uma religião – com suas normas e técnicas obrigatórias e com toda sua burocracia.
Claro que o lúdico é necessário para o desenvolvimento da criança, mas não seremos demasiadamente hipócritas e concluir este trabalho, para o adulto também é, principalmente para artistas.
Helen Bee? Quem é Hellen Bee? Hellen Bee é uma norte-americanizada que quer fazer ciência no Brasil, realizando suas pesquisas de primeiro mundo, no primeiro mundo, e nós estudantes brasileiros temos que ler Hellen Bee? Por acaso ela já foi nas comunidades mais precárias do Brasil? Da África? No nordeste? do RJ? Quem é essa tal de Hellen Bee pensa que é? Vamos ver o que Hellen Bee é:
.........
“Helen Bee
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Helen Bee (1939) é uma psicóloga estadunidense, autora de vários livros sobre desenvolvimento humano.
[editar] Biografia
Nascida em 1939, é uma das duas filhas de Austin Bee. Bacharelou-se pelo Radcliffe College em 1960 (magna cum laude) e seu Ph.D. pela Stanford em 1964, sob a orientação de Robert Sears e Eleanor Maccoby.
Após dois anos como professora assistente na Clark University, em Worcester, MA, Dr. Bee foi para a Universidade de Washington, onde lecionou por 7 anos, recebendoseu título durante esse período. Após deixar a universidade, ela se tornou escritora em tempo integral.
Mundialmente conhecida por seu livro "The Developing Child", com nove edições. Seu livro preferido, entretanto, é "The Journey of Adulthood", que inclui pela primeira vez em textos do gênero um capítulo sobre desenvolvimento espiritual.
Bee vive atualmente em Orcas Island, em Washington. Ela é casada desde 1991 com Carl R. de Boor, um professor da University of Wisconsin-Madison. Foi casada com George Douglas e teve dois filhos desse casamento, Rex e Arwen.
Aposentada, é voluntária em inúmeras organizações sem fins lucrativos na ilha Orcas.”
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O quê? Agradabilíssima a Hellen Bee. Espero que ela adicione mais textos sobre o desenvolvimento espiritual em seus escritos (estes do tipo estadunidenses?), enquanto mora na ilha Orcas.
Fim.
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