Me sinto melhor agora numa dimensão complexa de liberdade dando retorno à uma essência que quase deixei de sentir.
Meus cabelos se tornam cada vez mais emaranhados numa imaginação fresca de impulsão e medo.
Meus gritos silenciosos do temor do proprio desespero encontra-me cabisbaixa num espaço restrito e num tempo imortal e irretornável.
Perco-me de vista e visto-me do meu nada. Só assim me sinto o que realmente sou e espero o que realmente há de se esperar: o nada sob um céu repleto de estrelas tristes e vazias de luz, perdidas num vácuo que minha mente se acelera e mente, sente o vazio de uma tristeza de ausencia e se perde sem esmurecer, estoura sem mesmo se perceber.
Sinto o medo de uma época memorável, de um sentido mal explorado, de um fragmento de vida mal interpretado - tudo isso é pura mentira - há os sentidos opostos sobre os quais apostei a minha vida.
Se a dádiva da vida é perceber o valor do passar do tempo, me perco neste tempo desejando estar em um unico segundo, mas por mais tempo.
Meu corpo me julga febril, meu estado não ultrapassa a intesidade de momentos onde me banho numa piscina de soro que ejacula dos meus olhos.
Minha própria vontade de escrever algo me des-respeita e me torna egocentrica, me lembrando que a ciencia não serve para nada quando se diz competente nas relações da subjetividade.
Odeio, então, tudo. Acho-me dentro de mim mesma como uma pedra cheia de raízes esperando o vento que irá mutá-la.
Transmuto. Muto o mudo.
Vivo. Durmo e nos meus sonhos alguém vem me encontrar e não acordada, desperta ainda sinto o sono que durmo, os sonhos que transmuto, os sonhos que não queria memorizar.
Lembranças. Mais algumas - sempre é assim.
Chega?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário